terça-feira, 9 de setembro de 2008

Encontro

Ah! Ele outra vez, sentado, pensando em algo ou seria em nada. Nesse momento a sua cabeça está simplesmente distraída. Não tem música tocando, não há nenhum barulho aparente, o seu computador está com o som desligado.
Não está em casa, mas Por que estaria? Fragilizado ele estaria em qualquer lugar que estivesse, tenta se apegar no trabalho, mas como fazê-lo se o trabalho não aparece.
Então uma pequena luz se acende, e ao olhar para frente ela está lá, olhando para ele, olhos marejados, e um pedido de desculpas nos lábios, ele sabe que a culpa não é dela, que ela não deve lhe pedir desculpas, mas mesmo assim ela o faz.
De alguma forma ele sabe que esse encontro acabaria acontecendo, quase foi provocado por ele, mas ela não estava onde pensava estar.
Então eles se abraçam, toda a dor que havia ali segundos antes desaparece e apenas uma imensa paz existe, seus lábios se tocam, o vazio se vai.
Ela sabe que ele a ama muito, que a partir daquele momento, tudo o que foi dito ou feito está esquecido, e ele sabe que nesse momento os seus olhos estão brilhando, um brilho de felicidade, mas acima de tudo é o brilho do imenso amor que sente por ela.
Há uma porta que um deles teve que abrir, mas quando um homem e uma mulher se tocam no olhar, não há força que os separe.

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